
Sinto-me só , desnorteada
Não sei quem sou, para onde vou
Só sei onde fica o mar
Sentada, aqui
Gosto de ficar sentada
Imagino aventuras
Invento amores
Apaixono-me por figuras
Figuras masculinas
Fragilidade ridícula
Permaneço inacessível
Talvez…
No silêncio, na sombra
E nas palavras me envolvo
No calor remexido da memória
Teia desfeita , o nulo
Sem norte
A brisa que apaga as minhas palavras
No meio das lágrimas salgadas
Sem sorte, não quero lutar
O tempo que o amor não me deu
Se perde na poeira
Eu desapareço
O meu corpo encolhe
Queria o esquecimento
Até um dia imaginário
Em um futuro sonho
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