
Um vulto corre nos campos de um ser…
Força e rancor são sua imagem.
Ergue imponenente espada, gira martelo,
Esta é a sua linguagem.
Soam os cascos da montaria,
Manchando o verde campo de vermelho
Segue o vulto em galope,
Impiedoso como a morte.
Devorando tudo, consome a tranqüilidade,
Desafia a desonra, devora a perversidade
Temível ser marginal!
Nascida da mente em delírio,
Ela mesmo que constrói.
Justiça de ordem teatral,
Gerada das cinzas do que destrói.
Alma mística de um anjo revoltado
Em corpo de homem ou mulher.
Missionária de conflitos,
O gosto da desarmonia é o que quer.
Qual guerreira mercenária,
Obstinada em sua ação,
De ver o objeto do ódio
Sob morte, dor, escravidão.
Cobre-se com o manto da justiça,
Adorna-se com a sua verdade.
Nua de suas vestes
É a implacável vingança,
Nenhum coração está a salvo
De sua precisa lança.
Saciada em seu desejo
Vai montada em selvagem ira
Coberta de lágrimas, sangue e engano.
Volta, pois, de onde veio,
Do coração de um ser humano.
Perdoar nem sempre é fácil,
Mas ao coração deixará paz!
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